Às segundas dicas de primeira – Diz-me o teu nome e dir-te-ei quem és

Escolher o nome de uma empresa requer tempo e criatividade mas nem sempre a escolha recai sobre a melhor opção. Escolher nomes difíceis de pronunciar ou siglas que não se associem ao negócio é uma má opção. 

Trocando por miúdos:
Antes de escolher o nome deve ter em atenção o público que pretende atingir, os seus concorrentes, os valores, missão, o propósito do negócio e o posicionamento que a marca deseja alcançar.

1. Escolha um nome curto
Os nomes curtos facilitam na hora de lembrar a marca. Estes são fáceis de escrever, lembrar e até de pronunciar. Já lhe aconteceu ligarem para a sua organização e não perceber o nome? Por norma este tipo de situação acontece porque o nome da empresa não segue estes trâmites que acabei de enunciar. 

Aqui temos como exemplos as marcas de telecomunicações, estas optam por nomes curtos e fáceis, MEO, PT, NOS. 

Irá com certeza querer que os seus clientes se lembrem da sua marca. 

2. Nome fácil de escrever e pronunciar
O nome da marca também deve ser fácil de escrever e pronunciar.

Se a marca tiver um nome muito complicado de se pronunciar os seus clientes vão evitar dizê-lo. 

Um bom teste é falar o nome da empresa a outras pessoas de preferência aos seus potenciais clientes para perceber qual a reação. Se precisar de repetir o nome para que estas percebam provavelmente este não é o n indicado para a sua marca. 

Até ao momento só falamos da vertente falada mas a escrita não deixa de ser menos importante. Já é grande o número de empresas que optam por nomes na língua inglesa, principalmente quando tem em vista a internacionalização da marca, no entanto esta é uma escolha que requer algum cuidado.

Se o nome da empresa for difícil de escrever terá possivelmente problemas com os seus clientes, irão encontrar dificuldades para chegar à informação relativa à empresa que consta nos canais online. 

3. Nome diferente, sonante e familiar
Escolher o nome da marca diferente e sonante vai o ajudar a se destacar da concorrência. Um exemplo disso mesmo é a marca Apple. A Apple ousou ser diferente e consegui ter um nome capaz de se destacar da concorrência. 

Como esta palavra soa a familiar junto dos consumidores, estes assumem um maior vinculo com a marca, aumentando também a lembrança. 

Não é por acaso, note que o nome de marca Apple também se enquadra nas dicas anteriores. Ele é um nome que faz sentido – pois reflete a imagem da empresa – curto – tem apenas 2 sílabas e fácil de se pronunciar e escrever.

Portanto, antes de escolher o nome da sua empresa dê uma espreitadela nas marcas dos seus concorrentes e tente ser diferente!

4. Não seja restritivo
Escolher o nome de uma marca que sugeria o produto da empresa inicialmente pode trazer facilidades mas com o crescimento da empresa pode ser um verdadeiro tiro no pé. 

Imagine que está a abrir uma empresa que vende sapatos e escolhe o nome “Mundo dos sapatos”, com a variação do mercado vê a necessidade de investir noutros produtos e começa a comercializar roupas e acessórios. Neste tipo de situação será difícil os seus clientes associarem o nome da empresa à venda de roupas e acessórios também. 

É necessário estar preparado desde do início para a volatilidade do mercado. Este está em constante mudança e por vezes é necessário adaptarmo-nos às suas exigências. 

Não sabe o que pode acontecer, então o melhor a fazer é não ser restritivo na hora de escolher o nome da marca.

5. Nome que seja possível de usar
De nada vai adiantar ter um nome perfeito se depois não o puder usar. 

Faça uma breve pesquisa sobre o nome que pretende usar para perceber se já existe algum domínio registado com o mesmo nome, pode ainda pesquisar nas principais redes sociais como o Facebook, Google+. Twitter, Instagram de forma a verificar se já existe alguma página com o nome que deseja. 

A melhor opção e mais segura neste caso é consultar o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), este permite-lhe consultar pelo nome da empresa a sua disponibilidade. Certifique-se ainda que não existe uma marca com o mesmo nome e na mesma categoria de produtos e serviços na qual pretende atuar. 

Se não existir deve registar a sua marca e protegê-la legalmente para evitar cópias e imitações ou que usem a sua marca indevidamente. 

Porque as segundas trazem dicas de primeira