A palavra crise gera em quem a ouve uma imagem mental negativa. Mas a realidade não é assim tão simples. A crise pode ser benéfica para algumas empresas e fatal para outras.
Como sempre acontece em momentos difíceis, as empresas melhor preparadas vão sair fortalecidas da crise atual, enquanto as empresas pior preparadas talvez não sobrevivam a ela. O grau de resistência de uma empresa depende muito da sua condição financeira, mas esta resulta de um conjunto de decisões de gestão tomadas no passado. Do ponto de vista da gestão, a crise traduz-se em menor margem para cometer erros. Numa crise temos menos pessoas, menos tempo e menos dinheiro para recuperar de más decisões.
Nestes momentos, tudo o que se faz é crítico, não só pelos resultados das ações mas também pelo que elas comunicam. Qualquer colaborador da empresa espera do seu líder uma indicação clara sobre qual é a situação real da empresa, qual é a estratégia para atravessar a crise, como é que a sua vida será afetada, o que vai mudar e o que vai permanecer na mesma.
A confiança é indispensável para ultrapassar momentos difíceis. Os colaboradores precisam de confiar que a gestão é capaz de gerar respostas à altura da situação. E a resposta àquelas questões permite decidir qual o grau de confiança que lhe será atribuído.
A confiança é um elemento indispensável na implementação de uma estratégia empresarial. É um fio condutor de ideias e intenções que permite preencher os défices de informação com a crença mútua de que juntos seremos capazes de superar as circunstâncias negativas.
A confiança é o oxigénio da estratégia. Sem ela nenhuma empresa respira debaixo de crise.
Por Ricardo Vargas
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